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22 de setembro de 2014
ESPINHO NA CARNE E CARNE NO ESPINHO

Paulo disse que teve grandes visões e revelações espirituais—foi levado ao Paraíso e ouviu o que ninguém ouve e sabe contar—, e que por causa disso foi-lhe enviado da parte de Deus um mensageiro de Satanás para que o esbofeteasse, a fim de que o apóstolo não se ensoberbecesse com a grandeza das coisas que a ele estavam sendo reveladas.
Pediu a Deus três vezes para ficar livre daquele “espinho na carne”.
O Senhor, todavia, não o removeu, tendo apenas dito a Paulo “a minha Graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”.
Que espinho era esse?
Muita gente boa já fez considerações sobre o assunto.
O espinho de Paulo já foi sua conjuntivite crônica, já foi a perseguição dos judaizantes, já foi o ter que trabalhar a fim de sustentar seu ministério, já foi o estilo calamitoso e desassossegado de vida que o acometeu, já foi a sua não aceitação pela Igreja de Jerusalém, já foi muita coisa...
No início da década de setenta, nos Estados Unidos, e depois na década de oitenta, no Brasil, o espinho de Paulo ganhou outro “diagnóstico”.
Li e ouvi pessoas tentando convencer o público do contrário. No auge da Teologia da Prosperidade, com seus líderes anunciando uma era na qual a fé rehma curava tudo e que quem não ficasse curado era porque não cria, o espinho de Paulo deixou de ser associado a qualquer forma de doença ou debilidade física ou financeira.
Paulo não podia mais ficar doente e só passava privações por deliberação própria. Gostava!
Virara o super-homem de Friedrich Nietzsche.
Nem o próprio Nietzsche acreditaria que Paulo se tornou o super-homem dos cristãos, superior ao super-homem de Zaratustra.
O fato é que Paulo, agora, não tinha mais permissão para adoecer.
Seria falta de fé.
Afinal, como poderia ele curar se estava doente?
Num mundo onde o poder é do homem, somente seres absolutamente sãos podem transmitir saúde.
Afinal, o dom não é da Graça, mas uma virtude desenvolvida pelo super-homem.

Assim, o espinho na carne de Paulo deixou de ser qualquer coisa anteriormente relacionada a ele, tornando-se, assim, qualquer coisa, menos uma doença física—psicológica ou afetiva, nem pensar!—, mas não foi identificado como nada objetivo. Apenas se sabia que Paulo tinha um “espinho na carne”, mas não devia ser tão “importante”, pois Deus não quis removê-lo...
Até mesmo a afirmação apostólica de que o espinho tinha finalidades terapêuticas não foi mais levada em consideração. 
Paulo ensoberbecer?
Jamais!—bradam os santos mais santos que Paulo.
E, assim, vão desespinhando a Paulo por uma única razão: Para nós a Graça não basta e o poder não se aperfeiçoa na fraqueza!

Essa “graça” só basta como confeito ao bolo de nossas próprias virtudes.

Essa “nossa graça” não gera humildade e dependência ao Senhor, mas arrogância e autonomia em relação a Deus.

Esse “poder” só se aperfeiçoa como status atribuído ao sucesso das virtudes da “fé” obstinada e que chega onde quer porque assim determina.

Esse “poder” gera seres malévolos e essa “fé” pode até colocar o individuo onde ele quer, mas não o põe onde Deus deseja.

Para que se entenda o que aconteceu a Paulo não se tem que saber o que aconteceu com ele—mas em sua vida interior.
E para sabermos do que se trata, basta que olhemos para nós mesmos. Boa parte do tempo que se gasta tentando saber informações históricas sobre o “espinho histórico” de Paulo, rouba-nos o tempo da viagem para dentro de nós mesmos, onde o fenômeno se repete, ainda que exteriormente ele tenha outra cara, talvez diferente da de Paulo.

Há três princípios que precisam ser entendidos a fim de que se compreenda acerca do que o apóstolo está falando.
1. O princípio das polaridades:

À toda virtude humana—se assim pudermos definir o que não nasce em nós, mas vem de Deus—corresponde um pólo desvirtuoso.

Assim, é a abundancia do pecado que faz superabundar a Graça.

Ou seja: é porque a mulher da noite escura havia se dado em muitos falsos amores—na vivencia de sua própria carência—, que agora ela ouve o elogio do Senhor dizendo que ela “muito ama”.

Tanto amor!

Mas e o que havia dentro dela?

Os produtos daquela mesma virtude já tinham tido cara de leviandade, promiscuidade e vagabundagem—para os expectadores, como o fariseu dono da casa.

Desse modo, sempre que se vir grandes virtudes pode-se saber que existe o equivalente polar dentro do mesmo ser.

Daí grandes “revelações” se fazerem acompanhar de “mensageiros de Satanás” a fim de equilibrar o bem em nós.

Não há em nós equilíbrio nem para se viver o bem absoluto.
Nada absoluto pode ser dado a um ser caído.

Corrompe-o.

Adoece-o.

O faz cair da Graça.

O único absoluto que não se corrompe num mundo caído é o Absoluto do amor de Deus.

Afinal, esse é o mundo caído. E nele muitas vezes é do abismo que somos catapultados aos céus mais elevados na Graça!

2. O principio da corruptibilidade de qualquer poder sem fraqueza:

Todo poder num mundo caído, corrompe—quanto mais todo-poder!

Não apenas o poder político, econômico, intelectual e cultural corrompem e se tornam instrumentos de controle e soberania, mas até mesmo as virtudes do poder ético, da moral, da santidade e da própria sabedoria—quanto mais a revelação!

Por isso é que todos os homens que manifestaram o poder de Deus na Bíblia tiveram que viver em fraqueza.

Poder de Deus sem fraqueza gera o diabo no ser. Transforma o “Querubim da Guarda” no “Acusador dos Irmãos”.

Para o bem da própria alma o ser tem que conhecer, sem poder realizar tudo o conhece; saber, sem atingir tudo o que discerniu; alcançar, sem poder dizer que chegou lá sozinho.

É assim que tem que ser num mundo caído!

3. O princípio da Graça só opera como Graça produtiva na fraqueza:

Sem que a Graça se manifesta na fraqueza, não é e nem há Graça. Pois, nesse caso, a virtude humana e a gloria, é de quem pensa que conseguiu por conta própria.

Para que a Graça cresça em nós nunca pode haver dúvida acerca de pelo menos duas coisas: a primeira é que “não vem de nós”; e segunda é que “não vem de nós para que ninguém se glorie”.

Então alguém pergunta: Por que?

Ora, digo eu: é que eu sou como eu sou e você é como você é!

Você poderia se imaginar como um ser todo-poderoso e, ainda assim, essencialmente bom?

Logo que algumas pequenas conquistas aparecem no horizonte mais banal—não importa se promoções ou se revelações—e o individuo já começa a mudar.

Chega ao ponto em que a pessoa já fala de si mesma como se fosse uma “terceira pessoa”, um ente diferenciado dele—como se eu só me referisse aos meus gostos como “o pastor Caio gosta disso”—e que passa a ser tratado como o santo do próprio “santo”.

É quando eu sou o santo de mim mesmo!

Poder nas mãos do homem tem que se fazer exercer com espinho na carne.

E Graça na vida humana tem que ser experimentada em fraqueza.

Do contrário, o ser se converte em diabo.

Assim, aprende-se que é melhor ter revelações e ainda assim ter que se conviver com o mensageiro de Satanás que nos esbofeteia, que ter apenas cogitação de poder humano e de sabedoria humana, sem qualquer espinho na carne!

E pior: sem também ter a satisfação de ouvir Jesus dizer: “A minha Graça te basta, pois o poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

Não se tem que achar o espinho, ele nos acha!

Não se tem que procurar a fraqueza, ela existe em nós!

Não se tem nem que falar no assunto, ele tem voz própria!

O segredo é aceitar o fato e não deixar de buscar conhecer todos os andares dos céus dos céus, sabendo que não é a minha virtude que me leva tão alto, mas a Graça que usou a minha fraqueza para revelar tanto, a quem antes de tudo já sabe que não tem do que se gloriar.

O espinho na carne de Paulo interessa muito pouco saber qual era. Interessa mesmo é saber que ele tinha que estar lá.

Autor: Pr. Caio Fábio

Copacabana
2003











































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3 de janeiro de 2014
A restituição divina na vida de Jó

Jó 1. 20 – 22; 42. 10 – 17
    Jó foi uma pessoa real (Ez 14. 14; Tg 5. 11), não um personagem fictício. Os costumes e o estilo de vida narrados no livro indicam que Jó viveu no período patriarcal por volta de 2000 a.C. O livro aborda a questão do sofrimento do justo e a soberania de Deus e nos traz riquíssimas lições. A vida de Jó é conhecida por todos como a de alguém sofredor, que perdeu tudo o que tinha, contudo é preciso mencionar que Deus lhe restituiu tudo em dobro.
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27 de novembro de 2013
Quando a Solidão é a unica aliada

"Porque o Senhor consolará a Sião; consolará a todos os seus lugares assolados, e fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão como o jardim do Senhor; gozo e alegria se achará nela, ação de graças, e voz de melodia."
                                                 Isaias 51.3.
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16 de novembro de 2013
JESUS E A VIÚVA DE NAIM


Texto: Lc 7. 11-17.
11 E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão;
12 E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.
13 E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.
14 E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te.

15 E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar.
E entregou-o à sua mãe.
16 E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.
17 E correu dele esta fama por toda a Judéia e por toda a terra circunvizinha.


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1 de outubro de 2013
Chamados Para Abençoar

Salmo 105:37-45

Esta palavra nos declara as maravilhas e as obras do amor e da justiça de Deus, em favor do seu povo. Seu plano original permanece o mesmo: ABENÇOAR TODAS AS FAMÍLIAS DA TERRA. Se houve erros e distorções durante este caminho, estes se deveram ao homem e sua natureza, e não à fidelidade e vontade de Deus.

Deus nunca mudou o seu plano original. Quando Adão falhou, ele chamou Noé.
Quando os descendentes de Noé resolveram edificar uma torre para engrandecer o seu próprio nome (Babel), Deus os espalhou pela face da terra, confundindo-lhes as línguas.
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27 de maio de 2013
Uma Igreja aos pés de Jesus

Texto: Lc 10. 38-42.

Introdução: Jesus sempre ia a Betânia, gr. casa de Tamara, distava15 estados de Jerusalém. Lá o mestre hospedava-se sempre na casa de Marta, Maria e Lazaro, era uma família que tinha um relacionamento intimo com Jesus, o mestre se sentia a vontade nesse lar, era uma família  devota que sempre estava disposta a receber o Senhor Jesus, dentro desse pano de fundo histórico queremos destacar Marta e Maria como sendo dois tipo de igreja para nossos dias atuais. Marta um tipo de igreja conformada com a aparência e tradicionalismo e Maria uma igreja avivada e fiel.

I. MARTA UMA IGREJA CONFORMADA, TRADICIONAL.

Observando o texto de Lucas 11. 40. encontramos Marta levantando o tom de voz com Jesus, o texto diz que ela estava "agitada", esse termo significa está perturbada, alvoroçada, inquieta, ora na presença de Jesus isso não é um sentimento de gozo e satisfação, na presença de Jesus  devemos ter um sentimento de paz e segurança. com isso observamos um ponto negativo em Marta, a "irritação", isso não é bom. Irritação: excitação, indignação, cólera. Ao levantar o tom de voz com o Mestre quando disse: "Senhor não te importas"... ela estava demonstrando sua indignação seu estado de cólera, ira, pelo simples fato de sua irmã Maria está aos pés de Jesus ouvindo seus ensinamentos.

um outro episodio em que observamos uma postura negativa de Marta foi quando seu irmão Lazaro morreu e ao saber que Jesus entrava na cidade com seu irmão morto há quatro dias a mesma corre ao encontro de Jesus, Jo 11.20. observe que o texto diz : "ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha saiu-lhe ao encontro; Maria, porem, ficou assentada em casa." o costume da época pregava que as mulheres deveria ficar em casa durante o período de luto ela mais uma vez comete um grande erro, e ainda por cima deitou toda responsabilidade da morte de seu irmão em Jesus, veja o v 21.

amados o que aprendemos com Marta é que não devemos ser crentes conformados com a aparência, muitas das vezes queremos demonstrar aquilo que não somos e que não temos, enfeitamos demais as coisas, queremos ser mais organização do que verdadeiramente organismos vivos. Nos preocupamos muito com o externo, muita de nossas igrejas já não estão mais cultuando e sim se apresentando ao publico, isso não traz espiritualidade muito menos salvação, veja o que Jesus disse no v 41, "Marta, Marta estás anciosa e afadigada com muitas coisas..." verdadeiramente nos preocupamos muito com coisa efêmeras sem sentindo algum para nossa vida espiritual e nos esquecemos que somos chamados para sermos verdadeiros adoradores. Muita das vezes encontramos um servo ou serva de Deus avivados aos pés de Jesus e ficamos indignados em um estado de cólera, irados, naveguemos juntos nesse oceano do Espirito e sintamos juntos a alegria vinda do céu e não entremos pela porta da critica, veja Ef 5. 18; Jo 4. 24.

II. MARIA UMA IGREJA AVIVADA E FIEL.

Em Lc 10. 42 encontramos Jesus dando um resposta a altura da indignação de Marta em defesa de Maria quando disse: "Maria escolheu a boa parte e isso não lhe será tirada...'

Maria sempre foi uma serva avivada, ardia em seu coração o fogo da espiritualidade, sede de Deus o anseio da alma em ouvir e estar perto do Mestre. Em Jo 12. 3 encontramos o ápice desse devoção verdadeira vemos que essa serva fiel ungiu os pés de Jesus com balsamo de nardo puro, o texto diz que era "mui precioso" vamos entender um pouco: esse balsamo era de grande valor, era feito de ervas aromáticas que crescia no himalaia e levado por caravanas de camelo até a palestina, alguém ao ver a cena murmurou dizendo que era um desperdício e que poderia vender por "trezentos denário" o que equivalia na época a um ano de trabalho. isso só prova o quanto esse mulher valorizava esta perto de Jesus adorando verdadeiramente observe que ela nesses dois fato em que narro ela não se aproximou de Jesus pra pedir algo mais pra ouvir seus ensinamentos e outra vez pra adorar de forma humilde e singela, glorificado seja nosso Deus para sempre!!!

não conformada em ungir os pés de Jesus ela os enxugou com seus cabelos, outro gesto em que ficou marcada como uma serva de grande valor aos olhos de Jesus, ora os cabelos na época era muito valorizado entre as mulheres e a sociedade da época, em mais um gesto de humildade deu seu melhor pra Jesus. Um grande exemplo de uma igreja que está aos pés de Jesus, igreja vitoriosa que adora a Deus em espirito e em verdade.

Ela foi criticada por Marta mais exaltada por Jesus, uma igreja verdadeira que adora, se humilha e procura aprender mais de Jesus é uma igreja vista e cuidada por Jesus, uma igreja vitoriosa.

Melhor coisa é está aos pés de Jesus, com isso aprendemos que Deus está a procura de verdadeiros adoradores, Jo 4.23. O salmista nos convida a adoração Sl 95. 6, esse deve ser nosso sentimento, sentimento de verdadeiros adoradores, não podemos seguir o exemplo de Marta criticando quem adora mais respeitar a forma pela qual cada um adora e serve a Deus. Nós estamos verdadeiramente precisando de um verdadeiro avivamento, avivamento é tornar mais vivo, excitar, despertar, estimular, acordar. Levantemos pois do comodismo espiritual, e a exemplo de Maria levantemos do sono da indolência e tornemos verdadeiros adoradores.

Bily Grahan certa vez disse: "avivamento não é descer com um grande tambor rua a baixo, mais subir ao calvário com grande choro".

Quero acrescentar em dizer, com choro de alegria, regozijo em saber que foi por nós que Ele se entregou na cruz para nos fazer vitoriosos.

                                                                                                    
                                                                                     Dc. Samuel Benedito
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